A paternidade é incrível
Pouco se fala sobre paternidade. Embora muitos homens amem ser pai , e outros sonhem em ser pai um dia, a proporção daqueles que se aventuram a falar sobre filhos pela ótica masculina é bem menor do que tudo o que é produzido sobre este tema pela ótica feminina.
O fato de as mulheres falarem mais sobre filhos pode ser explicado apenas por elas serem mais habituadas a exporem os seus sentimentos. Por outro lado, parece-me que esta diferença quantitativa é, também, sintomática a respeito de uma crise que vivemos nesta época: a da paternidade.
Não é acontecimento isolado ver mães que criam seus filhos sozinhas, sem a presença de um pai. E no Posto de Saúde é uma mãe solteira quem está com a criança, assim como na fila de alguma assistência social prestada pelo governo. Nos locais mais pobres, seja nas favelas cariocas ou no sertão nordestino, há uma adolescente solteira com uma criança no colo. Onde está o pai? Não excluo a responsabilidade destas mulheres em se deixarem levar por este cenário, mas o papo aqui é sobre paternidade.
As famílias estão capengas. Filhos sem o pai. Há muito o que discorrer sobre isso, mas indo na contra mão, quero falar sobre o que muitos homens estão perdendo quando abdicam de sua posição como pai. Quero falar sobre o lado incrível e fascinante da paternidade.
Por aqui pretendo contar experiências cotidianas e simples, mas que têm me marcado enquanto pai. Este não é um espaço que se propõe a ensinar as pessoas sobre criação de filhos, ou algo do tipo. O meu objetivo é propor reflexões, através de experiências reais, a respeito de como ser pai é nobre.
Não é uma página com temática religiosa, porém, cabe destacar que sem Deus é impossível enxergar toda a beleza que há na criação de filhos. E isto sempre será lembrado. Espero que consigamos interagir e refletirmos juntos.
Deus te abençoe!

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